O Sítio da Fénix
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Blog de poesia de Carlos Alberto Silvaen-us2004-05-10T22:19:14+00:00
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a velha nora gira encostada ao moinho de portas fechadas a velha nora canta uma canção de embalar que ouviu às lavadeiras a velha nora ri lembrando os mansos bois bebendo à tardinha a velha nora chora porque hoje as...calbsilva2004-05-10T22:19:14+00:00É Carnaval
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Dedicado aos amigos-poetas brasileiros O corpo embotado pelo tempo Traz ainda a memória da dança. Os braços sonham com braços A boca com o sabor das canções. Os pés sentem a falta das tábuas As pernas ondeiam num frenesim. Desempoeira-se...calbsilva2004-02-22T12:20:11+00:00Ainda Lisboa
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Para Joaquim Evónio, André Ricardo Aguiar e José Félix O vento chicoteia a pele e varre a esplanada do castelo enche de lágrimas os olhos perdidos na lonjura do rio. O sol brilha nas casas que cresceram sobre as casas...calbsilva2004-02-21T22:31:51+00:00eu digo, tu dizes
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eu digo: o poema é uma espécie de sussurro mordendo a carne do verbo. tu dizes: as aves da tarde rasgam a mordaça, soltando as palavras adormecidas. eu digo: nas carícias da árvore, o vento rende-se à melodia que enche...calbsilva2004-01-31T21:20:18+00:00o tempo é um bicho voraz
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o tempo é um bicho voraz que nos rói todos os dias um bocadinho da alma mão que dá e mão que tira poeira que nos sufoca e nos acirra a sede de infinito água que nos embota os olhos...calbsilva2004-01-15T00:38:46+00:00Escrevo o teu nome
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Escrevo o teu nome na areia molhada da praia, Desenho a traço fino o perfil do teu rosto, Moldo as formas do teu corpo brando. Guardo, por um momento, Nas minhas mãos, A macieza da tua alma cristalina. E logo...calbsilva2004-01-13T13:29:01+00:00Exílio das Máscaras
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Do fundo do meu «baú das memórias», surge esta «relíquia» que conta quase 15 anos e obteve o 1º prémio de poesia num concurso de literatura promovido pelo Núcleo de Juventude do Orfeão de Leiria, em Maio de 1989. É...calbsilva2004-01-07T23:50:46+00:00os poemas são como as pérolas
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os poemas são como as pérolas; demoram o tempo necessário para poderem sair da concha das ostras. José Félix o poema começa apenas como um pequeno grão de areia empurrado pela deriva das marés não mais que um fragmento uma...calbsilva2003-12-21T23:17:07+00:00o navio da escrita
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um onde um longe uma pérola uma pedra de sal um lamento do vento um simulacro de carícia na frágil concha da loucura, na deriva das estrelas na seiva das ostras, sem bússola nem leme nem destino à vista:...calbsilva2003-12-11T00:51:35+00:00as palavras são o barro do poema
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as palavras são o barro do poema moldado a frio nas horas de insónia as palavras são o barro do poema enlameando as mãos nuas e inquietas as palavras são o barro do poema sombras difusas na luz baça do...calbsilva2003-12-01T15:45:55+00:00O sol nasce
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O sol nasce, O sol põe-se E volta a nascer E a pôr-se, No seu ritmo Ininterrupto, Mesmo quando Me esqueço De virar as páginas Do calendário....calbsilva2003-11-30T22:04:31+00:00Anjo(s)
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Fotografia de Pedro Guimarães Na nudez dos ombros Na palpitação do sangue No latejar dos peitos Na maciez da carne Na fundura dos olhos No arrepio da pele Na emoção da voz Na inocência dos sexos No afagar das...calbsilva2003-11-10T23:38:27+00:00Na boca dos poetas
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«o silêncio ocupo-o com os poetas amigos da luz que me dão pão macio de palavras» Constantino Alves Na boca dos poetas Que cantam o silêncio Revejo as linhas Ondulantes Do teu corpo No baque Das palavras mudas Afago o...calbsilva2003-11-09T21:16:58+00:00O Mistério dos Frutos
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(Em resposta às questões de um novo Amigo) Acossados Pelo Mistério da existência Iniciamos uma busca Desesperada. À procura de nós mesmos. No eco das pequenas coisas No murmúrio do vento No brilho efémero das flores Na imagem no espelho...calbsilva2003-11-09T20:17:07+00:00Viajantes do Tempo
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Somos todos Viajantes do Tempo Viajantes no tempo Caminhando numa espiral sem princípio nem fim Avançamos em movimentos cíclicos Como as ondas provocadas pela pedra no charco Como o eco nos degraus de uma imensa escada em caracol A caminho...calbsilva2003-11-06T00:36:33+00:00